Algumas notas preciosas penetram até as vísceras
“Um homem com uma dor é muito mais elegante”. Que dor é essa? Que elegância amargada é essa que compõe nossa mínima parte? Nossa íntima sofreguidão, nosso dilaceramento contínuo?
É a dor, e nada mais. Dor que apenas se sente. Mas também podemos carregá-la como se portássemos uma medalha. É a nossa digna resposta à inexorável crueza da vida.
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Thursday, April 19, 2007
Monday, January 22, 2007
Fio da navalha
Caminhamos no fio da navalha, entre o grito e o silêncio, o assombro e a apatia. Equilibristas do abismo, em busca não sabemos do quê - apenas caminhamos. Sem destino, sem direção. Seres humanos.
Saturday, January 06, 2007
Entrega
Cortei as mãos nos espinhos de uma rosa.
Era tão bela, tão sedutora a rosa
que me entreguei a ela
como se fora uma noite em que vale tudo,
em que vale a felicidade. (texto escrito em 2001)
Era tão bela, tão sedutora a rosa
que me entreguei a ela
como se fora uma noite em que vale tudo,
em que vale a felicidade. (texto escrito em 2001)
Wednesday, January 03, 2007
Baú de guardados
De vez em quando reviro meu baú de guardados. Rabiscos antigos, palavras e mais palavras: espelhos de épocas que se foram. Servem-me como uma bússola voltada para o passado, o que, paradoxalmente, me ajuda a compreender como sou hoje: o que me formou, como me construí, quais são meus alicerces.
É desse baú que vem o texto abaixo, que escrevi por volta do ano 2000. Na época, sentia a necessidade de refletir sobre as transformações pelas quais todos passamos nas diferentes etapas de nossa vida, mais especificamente na adolescência. O que fica do que primeiros sonhos, da experiência libertadora de descobrir o mundo pelos próprios passos?
Ao olhar para trás,percebo que é natural do ser humano construir filtros para selecionar o que ficará no passado e o que o acompanhará pelas inúmeras jornadas da vida. O importante é ter consciência desse filtro, para tirarmos o melhor proveito dessa experiência. E um dos grandes desafios desse processo é preservar a alegria de viver, o prazer de descobrir o mundo e, apesar de todos os percalços, continuar a ter sonhos. São eles que nos movem; são eles que nos humanizam.

Talvez um dia renegue a todos os ideais que me fizeram a cabeça aos quinze anos ou até aqueles nos quais nunca acreditei de verdade, mas que os vivi intensamente, e que por isso mesmo se tornaram tão verdadeiros que de fato acreditei neles como sendo minha única razão de viver. Talvez. Mas meu coração se assombra com essa visão e por isso se reveste com um escudo de flores.
Talvez assista a um filme e imagine o que faria se estivesse na pele do personagem.
Talvez pergunte o que faria se me fundisse com as telas na busca de um sonho inatingível, surrealista, e que justamente por esses motivos me criassem uma realidade tão comovente e reveladora.
Talvez me perca em delírios e não chegue a lugar algum.
Talvez vença o medo de ousar por caminhos desconhecidos e até me embriague com o frescor de uma certa nostalgia do futuro.
Talvez ultrapasse o limite da insensatez. Talvez veja a cara da morte, uma morte tão solene quanto imbatível. E tão bela quanto eficaz. Talvez acorde e perceba que nem todos somos felizes. (Clayton, ano 2000)
É desse baú que vem o texto abaixo, que escrevi por volta do ano 2000. Na época, sentia a necessidade de refletir sobre as transformações pelas quais todos passamos nas diferentes etapas de nossa vida, mais especificamente na adolescência. O que fica do que primeiros sonhos, da experiência libertadora de descobrir o mundo pelos próprios passos?
Ao olhar para trás,percebo que é natural do ser humano construir filtros para selecionar o que ficará no passado e o que o acompanhará pelas inúmeras jornadas da vida. O importante é ter consciência desse filtro, para tirarmos o melhor proveito dessa experiência. E um dos grandes desafios desse processo é preservar a alegria de viver, o prazer de descobrir o mundo e, apesar de todos os percalços, continuar a ter sonhos. São eles que nos movem; são eles que nos humanizam.

Talvez um dia renegue a todos os ideais que me fizeram a cabeça aos quinze anos ou até aqueles nos quais nunca acreditei de verdade, mas que os vivi intensamente, e que por isso mesmo se tornaram tão verdadeiros que de fato acreditei neles como sendo minha única razão de viver. Talvez. Mas meu coração se assombra com essa visão e por isso se reveste com um escudo de flores.
Talvez assista a um filme e imagine o que faria se estivesse na pele do personagem.
Talvez pergunte o que faria se me fundisse com as telas na busca de um sonho inatingível, surrealista, e que justamente por esses motivos me criassem uma realidade tão comovente e reveladora.
Talvez me perca em delírios e não chegue a lugar algum.
Talvez vença o medo de ousar por caminhos desconhecidos e até me embriague com o frescor de uma certa nostalgia do futuro.
Talvez ultrapasse o limite da insensatez. Talvez veja a cara da morte, uma morte tão solene quanto imbatível. E tão bela quanto eficaz. Talvez acorde e perceba que nem todos somos felizes. (Clayton, ano 2000)
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